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| Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil |
O custo de vida dos baianos atingiu uma média de R$ 3.210 por mês, segundo a pesquisa Custo de Vida no Brasil, realizada pelo Serasa em parceria com o Opinion Box. O levantamento coloca a Bahia entre os estados com maiores despesas mensais do Nordeste, superando Pernambuco, Ceará, Alagoas e Maranhão.
Os principais vilões do orçamento são os gastos com moradia e supermercado, que juntos consomem mais da metade da renda média mensal no estado.
Custo de vida na Bahia
De acordo com o estudo, os moradores precisam de R$ 3.210 por mês para cobrir despesas básicas como aluguel, alimentação, transporte, saúde, educação e lazer.
O levantamento ouviu 6.063 brasileiros entre 22 de dezembro e 6 de janeiro e comparou os custos em todas as unidades da federação.
No ranking nacional, o Distrito Federal aparece no topo, com média de R$ 4.920 mensais, seguido por Paraná (R$ 4.300), São Paulo (R$ 4.270), Santa Catarina (R$ 4.180) e Tocantins (R$ 3.810).
A Bahia ocupa o 15º lugar, ficando acima de estados como Pará (R$ 3.050), Amazonas (R$ 2.990), Pernambuco (R$ 2.840), Ceará (R$ 2.540) e Maranhão (R$ 2.230).
Onde o dinheiro do baiano vai parar
O estudo detalha como o orçamento se divide entre os principais segmentos de consumo no estado:
🏠 Moradia: R$ 840
🛒 Supermercado: R$ 830
💡 Contas (água, luz, internet, streaming): R$ 470
🚗 Transporte e mobilidade: R$ 280
🏥 Saúde e atividade física: R$ 520
🎓 Educação: R$ 580
🍽️ Alimentação fora de casa: R$ 170
🎭 Lazer: R$ 270
💇♀️ Serviços e cuidados pessoais: R$ 140
👗 Compras diversas (vestuário, cosméticos etc.): R$ 460
Segundo o Serasa, o peso dos gastos com aluguel e alimentação reflete a inflação acumulada nos últimos meses e o aumento no preço dos alimentos e energia elétrica.
Custo de vida cresce em todo o país
O levantamento mostra que o custo de vida aumentou em todas as regiões do Brasil, impulsionado pelo encarecimento de produtos básicos e serviços essenciais.
Enquanto o Nordeste ainda apresenta médias inferiores ao Sudeste e Sul, a Bahia se destaca pela elevação constante dos preços em setores como habitação e alimentação, o que pressiona especialmente as famílias de baixa renda.
Fonte: Serasa
