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| Foto: Reprodução / Aeroin |
Brasil- A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira, 9 de junho, uma audiência pública para discutir as mudanças na oferta de voos nas ligações de Salvador com as cidades de Guanambi e Vitória da Conquista, bem como os impactos para consumidores, municípios e regiões que dependem da conectividade aérea para serviços, negócios, saúde, educação e turismo.
Autor do pedido para a audiência, o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), afirmou que o problema não se restringe ao estado e reflete dificuldades enfrentadas por diversas regiões do país. Segundo ele, é preciso identificar os obstáculos que têm levado à redução da oferta de voos.
"Esse é um problema que nos leva a uma reflexão. Por que que há demanda, há uma infraestrutura crescente e não há a oferta? Alguma coisa errada está acontecendo. Nós viemos aqui para buscar a solução. Essa audiência pública não é para constatar. Constatar a gente já constatou há bastante tempo. Qual é o caminho? Onde é que estão os gargalos? Qual é a responsabilidade de cada um?"
Representantes dos municípios afetados afirmaram que a redução da oferta de assentos pode comprometer o desenvolvimento econômico regional. O vereador de Vitória da Conquista, Ricardo Babão, criticou a substituição das aeronaves.
"E aí, quando a gente vê uma troca de pegar um avião de 70 lugares e ser substituído por nove lugares, nós conquistenses nos sentimos assim com uma grande falta de respeito, ali por uma cidade tão pujante que é considerada uma das melhores cidades para se viver e para se morar no nosso Brasil."
Representantes do governo, da Agência Nacional de Aviação Civil, de companhias aéreas e de entidades ligadas ao setor participaram da discussão. As explicações foram semelhantes, e citaram os custos operacionais da aviação regional, a sustentabilidade econômica das rotas e os reflexos econômicos devido às guerras e tarifas tributárias ao redor do mundo.
Representando a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, Juliano Noman atribuiu a redução das operações ao aumento dos custos enfrentados pelo setor. Segundo ele, as empresas estão preparadas para ampliar novamente a oferta de voos quando houver melhora das condições econômicas.
"Qual é a boa notícia? Assim que a gente tiver uma reversão de cenário, seja do que haver, seja o governo eventualmente com medidas adicionais que ajudem a mitigar os efeitos desse aumento de custo, as empresas aéreas estão prontas para retomar o serviço. Mas, de fato, assim, poderia ser amanhã, amanhã não poderia ser."
Os participantes da audiência defenderam a continuidade do diálogo entre governo, órgãos reguladores, companhias aéreas e representantes dos consumidores para buscar alternativas que garantam a manutenção da conectividade aérea e a proteção dos direitos dos passageiros.
//Rádio Câmara, de Brasília, Sofia Pessanha.
